Feira do Livro de Lisboa 2026 - parte I

Na 96ª Feira do Livro de Lisboa (FLL), a minha agenda está ocupada. Fico feliz com estas actividades relacionadas com a literatura e os meus livros.

Há muitos anos que sou fiel visitante da FLL. Habitualmente, faço-o enquanto leitora. Pertenço àquele grupo de pessoas que vêm espreitar os pavilhões apenas com intenção de fazer o gosto ao olho. Invariavelmente, encho um saco com livros que vão para a pilha dos que aguardam leitura.

Participar nesta feira enquanto escritora é um privilégio e um momento especial. Sei que, mais tarde, será recordado com carinho.

Irei participar em três eventos. Neste artigo, apresento o primeiro.

Recebi no email convite para participar num concurso. Tratava-se de uma selecção de textos para uma antologia sobre Lisboa, pela Chiado Editora.

Durante alguns dias, pensei no que poderia dizer sobre esta cidade que me encanta.

Vim para Lisboa estudar na Universidade, há muitos anos atrás. Saída desse interior alentejano dos anos 90, Lisboa apresenta-se como o lugar onde a vida acontece.

Aqui, há cinemas e teatros, livrarias e concertos, bibliotecas e museus com fartura. É possível escolher. Essa possibilidade de escolha é o que mais me encanta. Depois, a sua arquitectura, a sua luz de que tantos falam e com verdade. Os prédios antigos com as suas varandas floridas e azulejos, as portas pesadas de ferro. As magníficas avenidas e os jardins. A baixa pombalina e as calçadas. O castelo de São Jorge. Belém e os seus monumentos. Linda Lisboa.

Então, escrevi. O poema fez-se. Foi escolhido para integrar a antologia de 2026. Consta do tomo II.

Fui assistir ao lançamento do livro. Ocorreu na Feira do Livro de Lisboa, no dia 6 de Junho. Quando me apercebi, o meu poema tinha sido um dos seleccionados para leitura durante a apresentação. Deixo aqui o que consegui gravar desse momento.

Leitura do poema "Não sei dizer" por Sara Butler:

Aqui ofereço aos meus leitores o texto, seguido da minha própria leitura.

Poema "Não sei dizer":

Não sei porque gosto tanto de ti, Lisboa.

Será do Tejo e da foz onde navega?
Mas se há tantos rios a espelhar o céu
O que faz desta margem o rio que é meu?

Não sei porque tanto gosto de ti, não sei.

Ou do artista que ao calcetar-te a calçada
Aí coreografou o meu sapateado?

Será do Campo que é Grande e verdejante
Ou da Liberdade na Avenida corrida?
Gosto de ti e nem sei, Lisboa, do dizer
Se é da cultura ou dos jardins o meu viver.

O que sei é que és a luz já mais amada
E em ti respiro o espanto e canto o fado.

©Sara Alfenim

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Uma flor, de aparente fragilidade, desabrocha a partir de sementes profundamente enraízadas na terra. A flor exibe-se em beleza e oferecerá o seu lugar à continuidade do ser. E neste lugar de memória, a existência ir-se-á perpetuando de flor em flor até ao infinito. Daqui emanam, com os seus múltiplos e sucessivos perfumes, sen-

timentos, sentidos e palavras que abraçam

a eternidade.

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