Nome próprio

Pequena criatura ainda imersa pela doçura do espanto [que te acompanhe por toda a vida], que lindos são esses olhos arregalados à descoberta. Brilham. Aprendeste a escrever o teu nome. O próprio. Sim. O que te define única, ainda que repetidamente atribuído. Decifras o código em voz alta. O som da palavra escrita entoa magia. Vem impregnado da tua pessoa em toda a sua essência. Não sabes como explicar melhor este fenómeno. És pequena, criatura. É algo sensorial, ainda. Sentes-te por inteira no dizer do teu nome que escreveste. Cada letra desenhando um pedaço de ti. Vais-te construindo na sua escrita. Não poderia ser outro. Cresce a sua aura ao pronunciares o texto. Ganha alma. A tua. Não quererias que fosse outro. Não. Então, deixarias de ser tu. Perder-te-ias.

Tudo isto é novidade. Escrever. Ler. Dizer a escrita. Tudo isto é bom. Tudo isto é alegre. Mesmo que o não seja. O teu mundo lá fora. Escrever, ler, dizer a escrita transformam a mais cinzenta das nuvens num brilhante raio de sol.

É assim para ti. Decifras. Alto. Devagar. A saborear. Repetidamente. Sem cansaço. Sim, estás lá. No som e no papel. Faz sentido. És tu.

©Sara Alfenim

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Uma flor, de aparente fragilidade, desabrocha a partir de sementes profundamente enraízadas na terra. A flor exibe-se em beleza e oferecerá o seu lugar à continuidade do ser. E neste lugar de memória, a existência ir-se-á perpetuando de flor em flor até ao infinito. Daqui emanam, com os seus múltiplos e sucessivos perfumes, sen-

timentos, sentidos e palavras que abraçam

a eternidade.

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das na terra. A flor exibe-se em beleza e ofere-

cerá o seu lugar à continuidade do ser. E nes-

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